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Não gosto, irrita-me!

'tá bem, o Sócrates não devia ter dito que não sabia. mas toda a gente sabia que ao dizer "oficialmente" estava a dizer que sabia, a indignação devia ter então sido na altura. é isso que eu não percebo, é que haja "regas" no Jogo da Hipócrisia. o outro não gostava de ser preso, eu não gosto de ser tomado por parvo, e quando isso vem de todos os lados, chateia, claro que chateia!
[09-02-2010] | João Moreira de Sá | 1 comentários

Escarro, por Henrique Fialho

Nunca votei no PS de Sócrates. Em boa verdade, há muito que não voto. Cheira-me que teremos eleições para breve. Aconteça o que acontecer, voltarei a não votar… no PS de Sócrates. Mas esta capa, o que dela resulta, assim como outras anteriores a esta, recentes e igualmente reveladoras do Estado a que chegámos, impele-me a mandar à merda toda a escumalha que está a transformar o privado em arma de arremesso. Isto é absolutamente vergonhoso e inadmissível. Não me interessa o que o Primeiro-Ministro possa conversar em privado. Simplesmente não me interessa. Até pode conspirar ─ a vida política sempre foi feita de conspirações ─, arrotar, chamar filho da puta ao Papa que eu estou-me nas tintas.

Henrique Fialho

Ler mais aqui: AntologiaDoEsquecimento
[08-02-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

Entrevista a Manuela Ribeiro

Manuela Ribeiro é, em grande parte, a alma das Correntes d’Escritas. Sempre presente, sempre disponível, sempre amiga, sempre com um sorriso, os escritores são os seus meninos dos olhos. Meninos, pois claro, então quem lhes trata da comida, das camas lavadas no hotel, das viagens a tempo e horas agendadas e marcadas? E quem trata de os ter, a horas marcadas, nas respectivas mesas de debate, de os levar às escolas? É simples, temos todos uma dívida para com a Manuela. Amante da literatura, tentei-a para me responder a algumas questões. Reservada, longe de querer tirar o protagonismo seja a quem for, Manuela avança de forma telegráfica, embora assertiva. Ficará a conversa para depois!

Pedro Teixeira Neves

Ler mais aqui: PNETliteratura
[07-02-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

Compromisso histórico, disse AJJ

Memorável reflexão política do líder madeirense, a merecer registo nos anais: a sugestão de um "compromisso histórico" (Berlinguer deve-se ter remexido na tumba quando lhe chegou este eco do meio do Atlântico) parlamentar entre as direitas parlamentares e as esquerdas totalitaristas.

Alberto João Jardim deve ter-se sentido empolgado com as palmas, trejeitos e esgares comuns de regozijo trocados entre as bancadas à direita e as mais à esquerda, nestes últimos debates do final da semana passada Paixonetas súbitas contranatura. Os madeirenses que votaram no BE e na CDU locais, por vezes com risco profissional óbvio e humilhações sofridas, ou mesmo os votantes do CDS regional devem ter ficado no minimo perplexos.

JNR

Ler mais aqui: ARegradoJogo
[07-02-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

Ela, por Manuel S. Fonseca

Abençoada morte. Em Hollywood e em vida toda a estrela é um cometa: num segundo ilumina o mundo, um minuto depois é já veneno de box-office. Depois da morte, e por causa da morte, Marilyn Monroe resistiu a tudo.
Qual sic transit gloria mundi! Marilyn está para lavar e durar. Provam-no milhões de postais, cartazes, fotos, livros e reedições de filmes.
No cinema, fez de adúltera, alcoólica, cantora, míope, gold digger e vizinha. Mas quantas vezes foi essa ela de que, numa espécie de deslize freudiano, Marilyn falou um dia a Susan Strasberg, uma das suas melhores amigas?
A história passou-se em plena rua, Nova Iorque. Marilyn saíra sem pinturas, penteado ou traje especial. Podia, assim, passear pacificamente, sem temer as turbas de fãs. Mas, de repente, deu consigo aturdida pelo desejo de irrealidade que era chamar-se (ou poder ser) Marilyn. “Do you want me to be her?” (“Queres que eu seja ela?”), perguntou. E Strasberg só se lembra de a ver crescer, mudar,até ser ela. Marilyn tinha, afinal, consciência de trazer outro ser em si. Tinha-o no corpo e tinha-o namão.

Manuel S. Fonseca

Ler mais aqui: ÉTudoGenteMorta
[06-02-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

Presidenciais: Lavazza vs. pasta medicinal Couto , por Luís Carmelo

Quando morava na Holanda, nos anos oitenta, lembro-me que Amesterdão tinha a divisa - "Amesterdam heeft het!" (o que quer dizer - "Amesterdão tem-no/a!"). Que a cidade tinha e tem qualquer coisa... percebemos nós todos, embora o enigmático pronome deixasse no ar infinitas suposições. É evidente que, dentro da língua holandesa e navegando no aquário desse tempo, qualquer mortal percebia de imediato a mensagem, ou seja: 'a cidade tem um espírito raro' ou 'tem algo de único, mágico ou singularíssimo'. E, no entanto, para além destas traduções forçadas, a verdade é que o simples pronome falava - e ainda fala - bem mais alto, como metáfora económica e extremamente eficaz que é.

A conhecida divisa de Obama "Yes, we can!", tendo embora o mesmo espírito elíptico do holandês - "Amesterdam heeft het!"/ Amesterdão tem-no/a!" -, acaba por não ser descodificada com a mesma simplicidade. De facto, quando nos perguntamos - "Podemos o quê?"-, o pasmo adensa-se e a ideia de uma metáfora económica e eficaz, como a de Amesterdão, dilui-se completamente. Tudo porque as promessas de oratória, muitas baseadas no peso da palavra, estão hoje a transformar o milagre de Obama na imagem de um denso nevoeiro. Um pouco ao invés do nosso sebastianismo: primeiro a chegada do rei, depois a manhã nevoeiro que parece não ter fim.


Luís Carmelo

Ler mais aqui: ExpressoOnline
[04-02-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

Nun´Álvares Pereira: o herói português - Gonçalo Pistacchini Moita

O meu avô, Alberto Meirelles, em cuja imaginação vivia ainda a força de outros tempos, dizia, com a graça de que se lembram aqueles que o conheciam, que «dois terços da população portuguesa descendem do arcebispo de Braga; só que uns sabem-no – e podem prová-lo – e outros não.» Com esta afirmação expressava o orgulho próprio daquele que se sabe descendente de alguém que, exercendo com virtude heróica os poderes que historicamente lhe foram oferecidos, se tornou o fundador de uma família, de uma gente, de um povo, de uma nação, os quais a partir dele repetidamente se experimentam e reconhecem e por cujo legado se sentem honrados e são responsáveis. É neste sentido que, segundo creio, Portugal deve hoje recolocar-se perante a figura daquele que foi o maior dos seus heróis: Nuno Álvares Pereira.
Neto paterno de D. Gonçalo Pereira – o arcebispo de que falava o meu avô –, Nun´Álvares foi um dos filhos mais novos dos 32 que teve D. Álvaro Gonçalves Pereira, prior da Ordem do Hospital e homem poderosíssimo no seu tempo.




Gonçalo Pistacchini Moita




Ler mai aqui: http://www.etudogentemorta.com/cemiterio/nun´alvares-pereira-o-heroi-portugues/
[31-01-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

BREVES NOTAS sobre as ligações (Llansol, Molder e Zambrano)

Viver é um adultério cometido nas costas da morte; sem esta saber, fugindo dela: vive-se.
Gonçalo M. Tavares
[29-01-2010] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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Sácristia do Arcebispo

Digo eu

Aquela coisa de no meio é que está a virtude não tem ponta por onde se pegue.

[09-02-2010] | Arcebispo de Cantuária

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Depois de uma edição comemorativa dos dez anos de vida à altura dos pergaminhos de qualidade de que já pode gabar-se, o Correntes d'Escritas está de volta para a sua 11ª edição, a decorrer entre 24 e 27 de Fevereiro, na Póvoa do Varzim. É bem certo que este ano não se repetirá o número de escritores presentes que no ano passado atingiu o impressionante número de 130! , mas não menos certo é que a organização do evento (honras primeiras para Manuela Ribeiro e Francisco Guedes) se esmerou para voltar a apresentar um programa de actividades de luxo.

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