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Porto Editora e Sextante Editora - Sete lançamentos e um prémio no Correntes D’Escritas 2012

A Porto Editora e a Sextante Editora têm uma forte participação na 13.ª edição do mais importante festival literário realizado no nosso país, marcado pela vinda do escritor brasileiro Rubem Fonseca.
Há muito que se aguardava pela confirmação da sua presença - hoje, pode-se afirmar que, finalmente, Rubem Fonseca estará no Correntes D'Escritas, evento promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, e participará na 1.ª mesa, "A escrita é um risco total", agendada para as 17:00 do dia 23 de fevereiro. Durante o evento, será apresentada a recente edição de A grande arte, publicada pela Sextante Editora.Mas há outros pontos altos a destacar, como o lançamento do livro Últimas Notícias do Sul, de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski, (17:00, 24 de fevereiro), uma obra onde o talento de ambos se expressa com particular relevo. A propósito de lançamentos, a Porto Editora e a Sextante Editora aproveitam o Correntes D'Escritas para apresentar (22:00, 23 de fevereiro) os seguintes livros:• Lágrimas na Chuva, de Rosa Montero;• Cinzas de Abril, de Manuel Moya;• Travessa D'Abençoada, de João Bouza da Costa;• Uma Fazenda em África, de João Pedro Marques;• Às vezes o Mar não Chega, de Sofia Marrecas Ferreira.Todos estes autores participarão também nas várias mesas programadas pelo Correntes D'Escritas, sendo de sublinhar ainda a presença Alberto S. Santos, Jaime Rocha e Gonçalo M. Tavares.Destaque, ainda, para o Prémio Literário Conto Infantil Ilustrado Correntes D'Escritas/Porto Editora, que será entregue no encerramento do evento, agendado para as 18:00 de 25 de fevereiro. Os vencedores deste Prémio serão conhecidos na Sessão Oficial de Abertura (11:00, dia 23 de fevereiro), altura em que será também divulgado o(a) vencedor(a) do Prémio Casino da Póvoa, para o qual estão nomeados três livros da Sextante Editora e um da Porto Editora:• A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão, Sextante• Bufo e Spallanzani, Rubem Fonseca, Sextante• Do Longe e do Perto - Quase Diário, Yvette Centeno, Sextante• O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura, Porto Editora Os autores da Porto Editora e da Sextante Editora nas mesas do Correntes D'EscritasMESA 1Dia 23 de Fevereiro, quinta-fe... 
[03-02-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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não!, não é uma crónica!

em pousio - acometido de um surto de pardo sossego; já que escrever não é tarefa, ler não é ocupação, inteligência é coisa que a ignorância não suporta. quero lá saber; até porque cultura não é ministério é secretaria. antes de sair vou ousar - coloco um broche alaranjado na lapela - rosa já não é moda.
[31-01-2012] | António Paiva | 0 comentários

1º de Dezembro de 1640 - Rodrigo Sousa Castro

No dia 1º de Dezembro de 1640, um grupo de conjurados da nobreza portuguesa, aliados ao Povo de Lisboa, iniciaram uma gesta histórica que levou á restauração da Independência de Portugal. Durante décadas os portugueses travaram uma guerra continuada com Espanha, que concluiu no tratado de Lisboa com o reconhecimento pleno da Independência da nossa Pátria, da salvaguarda da nossa cultura, dos nossos costumes e da nossa língua, hoje uma lingua de expressão universal. Sem essa gesta , nada restaria hoje da nossa gloriosa história. DURAS BATALHAS SE SEGUIRAM: - Matias de Albuquerque vence os espanhois em Montijo ; D. André de Albuquerque derrota-os em Arronches; D.António de Luis Menezes, conde de Cantanhede vence nas linhas de Elvas e recebe o titulo de Marquês de Marialva ; o conde de Vila Flôr e Shomberg derrotam os espanhois em Ameixial , Pedro Jacques de Magalhães vence em Castelo Rodrigo e por fim em Montes Claros de novo o Marquês de Marialva obtem uma vitória definitiva sobre os espanhois.É a estes herois e aos nossos soldados que eu presto a minha homenagem e afirmo a minha profunda gratidão enquanto cidadão. É em nome deste heróis que eu digo que os idiotas politicos que agora pensam riscar da memória colectiva a data mais importante da História Portuguesa desde quinhentos nao me merecem mais que uma profunda repulsa. Traidores á memória Pátria não hesitam em vendê-la por um prato de lentilhas. Rodrigo Sousa Castro
[27-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

O meu sonho para Lamego por Rui Taborda

Não haveria paróquia em Portugal, nem faltariam comunidades religiosas no estrangeiro, que não recebessem um convite para vir fazer um retiro em Lamego, uma terra que, pela beleza da sua paisagem, pela concentração de monumentos religiosos e pela agrura do clima no inverno, proporciona as condições ideais para a reflexão. Dificilmente haveria um clube ou associação de remo que não recebesse um convite para vir praticar o seu desporto de eleição nos rios Varosa e Balsemão. Percorrendo uma paisagem que, pela sua beleza é património mundial, estes rios têm privilegiadas condições para a prática de canoagem, hidrospeed e tantas outras actividades. Os praticantes destas modalidades, imunes ao frio nos seus típicos fatos de borracha, ir-se-iam deleitar. Lamego seria um concelho que se orgulhava de ser único diferente e, ao entrar na cidade, sentir-se-ia que se estava na mais antiga zona vinhateira demarcada do mundo. No meu sonho, Lamego tinha um Centro de Interpretação do Vinho e da Vinha que, graças ao trabalho de divulgação consistente junto dos clubes de amantes deste néctar, atraía apaixonados pelo produto dos quatro cantos do mundo e orientava-os para os nossos produtores e para as nossas quintas. Os turistas ficavam encantados com a possibilidade de provarem os nossos vinhos, acompanhados de outros produtos da região como as moiras, o presunto ou a broa de Lalim, e de ficarem a saber como do Vinho Cheirante de Lamego nasceu o vinho fino - vulgarmente chamado Vinho do Porto -, com a importância do xisto e dos socalcos na produção e com muitas outras história e curiosidades que lá lhes eram contadas. Havia um selo de qualidade que valorizava e garantia a autenticidade do que vendíamos. Estaria presente nos restaurantes, informando os visitantes quais os pratos tradicionais que eram confeccionados com produtos locais e nos produtos, fazendo, por exemplo, a distinção entre as bôlas confecionadas com presunto de Lamego e as outras com presun... 
[23-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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Já nas livrarias «A Grande Arte» de Rubem Fonseca

A Sextante acabou de lançar A Grande Arte, do escritor brasileiro Rubem Fonseca, numa edição que tem um prefácio do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e um posfácio do vencedor do prémio Nobel da Literatura, Mario Vargas Llosa. Trata-se, segundo a editora, de um romance sobre “o crime nas altas esferas sociais e no bas-fond do Brasil, assassinos profissionais, um advogado vingador e a “grande arte” de manejar uma arma branca.Rubem Fonseca, que em 2003 venceu o Prémio Camões, já viu editados pela Sextante Editora os romances O seminarista e Bufo & Spallanzani, este último finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d’Escritas.Sobre o livro: «O assassinato de duas prostitutas, no Rio de Janeiro, que, de início, parece obra de um maníaco sexual, abre uma caixa de Pandora de onde vão brotando, no decorrer de uma ação trepidante, as complexas ramificações de um tenebroso sindicato do crime. A história passa-se em boîtes e bares sórdidos, em sumptuosas mansões do Rio, em vilarejos da fronteira entre a Bolívia e o Brasil, onde reinam a cocaína e o crime, bem como na interminável viagem de um comboio que percorre metade do Brasil com couchettes que rangem sob o peso de casais fazendo sexo.»Do posfácio de Mario Vargas Llosa«É necessário que A Grande Arte seja lido e relido, aberto em qualquer página a meio da noite, fechado com irritação ou anotado nas margens, como um código.[…]Enfim, A Grande Arte é um livro quase perfeito. O seu único defeito é ter um último capítulo. Um livro assim não pode terminar, bem vistas as coisas.»Do prefácio de Francisco José ViegasRetirado daqui: http://portalivros.wordpress.com/2012/01/19/ja-nas-livrarias-a-grande-arte-de-rubem-fonseca/
[20-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

O Horizonte vazio do capitalismo por Francisco Oneto

Fez esta segunda-feira oito dias, João Marques de Almeida, 'professor universitário' (é assim que se identifica), escrevia no “Económico”, defendendo a política de Passos Coelho, que a ideologia deste governo “de salvação nacional” é salvar “a legitimidade democrática da democracia portuguesa”, contra a acusação da oposição de que apenas prossegue «uma agenda “neo-liberal” (seja ela o que for porque ainda não vi alguém definir “neo-liberalismo”)»… Ora isto de dizer que não sabe o que é o neo-liberalismo é um tique ideológico que revela uma de duas coisas: ou ignorância ou desonestidade intelectual. E o que é igualmente grave é, também, o implícito insulto ao povo chileno. Fez-me lembrar os tipos que dizem que em Portugal não existiu fascismo, apenas um regime autoritário. Esta cortina de fumo visa descolar as coisas dos nomes, fugindo à verdade. 'Descolar' pode até ser eufemismo, pois do que se trata aqui, também, é de uma forma de agressão conceptual que pretende, desde logo, descredibilizar o adversário. Mas a situação é bastante clara, apesar da distorção e do ruído sistemático de que se nutre esta legitimidade hegemónica: a expressão apostólica do neoliberalismo nutre-se da sua própria negação. Recusa confrontar-se com a realidade imoral do seu passado ou com os efeitos nefandos das suas propostas. Por isso nega também a história e a historicidade da economia. Os modelos de tipo auto-regulado, como um termostato, necessitam sempre de uma ordem de complexidade superior. Por isso estes adeptos da Mão Invisível, que nos dizem que é preciso empobrecer, para que se concretize o modelo que advogam, necessitam também eles de uma meta-ordem que lhes assegure as políticas sujas de desmantelamento das instituições, por forma a que sem intermediações reguladoras, o factor trabalho fique desprotegido e sem reacção face à ofensiva dos saqueadores. Por isso eles precisam do Estado - para o canibalizar. Mont Pelerin Society, Friedman e Pinochet, Reagan e Tatcher, o Consenso de... 
[18-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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4A Fabrica

4 A Fábrica – é um novo espaço, em Lisboa, com abertura a 13 de Dezembro, onde se cruzam a promoção e comercialização de ilustração e desenho, livros de artista, e de um modo geral obras de arte e edições de autor originais ou com tiragem limitadas. E convive, no mesmo espaço, com o atelier de pintura de Teresa Dias Coelho. Ponto de encontro de exposições, livraria dedicada à ilustração, lançamento de livros e workshops. Ao fim do dia misturam-se dois dedos de conversa, tertúlias ao sabor do vento, o aroma do café acabado de fazer, convivências e outras artes e aventuras. 4A Fábrica localiza-se no 4A da Rua João Anastácio Rosa, junto ao Jardim da Estrela, com a estátua de Pedro Álvares Cabral à vista.Morada: Rua João Anastácio Rosa, 4A, 1200-693 Lisbon, Portugal Telefone: 915346743 Site: http://4afabrica.blogs.sapo.pt/
[16-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

O homem que sabia sonhar (talvez uma crónica)

O homem fala do horizonte dos nossos olhares, aconchegado nas suas nuvens, refém das suas miragens. A asa da ave desliza no vento tépido e acariciante. O sol aquece a ruela, as mãos do mendigo. As pernas e o íntimo. Alimenta a excitação das moças numa festa sem amantes. Prepara o fruto da flor que espera, enquanto o gato ronrona. Há roupa branca estendida a secar. Nos bolsos das crianças tilintam os berlindes coloridos, sempre prontos para jogar aos sonhos, aos ideais. Por um fio do olhar persegue os pássaros e o vento. O cachorro que arrasta a trela. A chegada do crepúsculo que o sol concede na sua generosidade. A preguiça húmida e indecisa da paisagem. Como que a reviver um grande beijo na boca de todas as coisas. Dias de recordações mais felizes no castelo das memórias, as suas, que não se importa de partilhar. Eterno jovem, cólera desvanecida e fadiga apagada. Tão-somente um homem. Colhe ramos de estrelas na noite, que coloca na mão que procura avidamente a palma de outra mão. O reencontrar dos dedos, tão ansiosos de harmonia. O silêncio, a melodia de harpa e flauta em doces tons. O cintilar das bocas enquanto brotam sorrisos. Não há lugar às lágrimas nas margens dos olhos. A brisa agita os cabelos, soltam-se os brilhos matizados. Olhares a dizer tanto sem pronunciar uma só palavra. Os corações sorriem, selando com um beijo ideias partilhados. São assim os fins de tarde quando sol bebe demais, fica cor de vinho, preparando inebriado o seu anoitecer. Instantes de deslumbramento, acompanhando os sentimentos ao fim do dia. Olhando as prudentes colinas enquanto espera a lua amiga, redonda e risonha como nunca ninguém a soube pintar. Uma lição para o homem! Toda esta harmonia, entre o equilíbrio natural e o instinto. O sol parte despedindo-se dos espinhos nos roseirais e antes dos silvados ficarem cobertos de amoras. Com a promessa de voltar no dia seguinte. O sol e o homem adormecem cada um com os seus sonhos. Amanhecem à mesma hora, o homem e o pintor do céu. Um un... 
[11-01-2012] | António Paiva | 0 comentários

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Pavilhão multiusos de Lamego por Rui Taborda

Poderemos ver o recentemente inaugurado pavilhão demultiusos de Lamego segundo muitas perspetivas. É, certamente, diria eu, uma prova da capacidadeempreendedora de quem o construiu. Já não estou tão certo que esta seja a melhor altura parafazer esta obra e que este seja o melhor destino que se pode dar ao dinheironecessário para a sua construção e manutenção. Qualquer pessoa, com um mínimo de conhecimentos, olhandopara as contas da Câmara, verifica que ela só sobrevive enquanto lheemprestarem dinheiro, visto que não gera receitas suficientes para pagar osseus encargos. Sabendo que a situação se vai agravar nos próximos anospois: – irão diminuir as transferências do governo para asautarquias; – ao contrair empréstimos, aumentam-se os encargos e se jánão têm dinheiro para pagar os actuais... – Cada vez que o concelho perde mais população, ficando,assim, com menos gente, tal significa uma redução substancial nas receitas. Não será que uma pequena parte dos 70 milhões de esforçofinanceiro, que me dizem que este pavilhão vai custar aos cofres da autarquiaao longo dos próximos 30 anos, se combinados com a capacidade empreendedoraexistente, chegariam para apoiar os nossos produtores, rentabilizar o nossopatrimónio e promover o muito de bom que Lamego tem e que aqui se faz? Não seria essa a forma mais eficaz de trazer, de formasustentada, a prosperidade ao concelho? Porque investimos naquilo que há por todo o lado e não no quetemos de único? Porque não valorizamos o que é nosso e que nos distingue dasoutras localidades? Não nego que é um orgulho ver a nossa seleção jogar emLamego, mas aqui um problema se coloca. Pavilhões multiusos há por tod... 
[10-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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2012, por Rui Taborda

Manda a tradição que, no início de cada Ano, se renove a esperança num futuro melhor. Alicerça-se este desejo num conjunto de resoluções destinadas a torná-lo realidade. Ano Novo vida nova, diz o povo, e muitos são os que consubstanciam o adágio com o firme propósito, que normalmente não chega a durar uma semana, de deixar de fumar neste dia ou de começar a dedicar tempo a um qualquer projeto que consideramos importante. 2012 começou, no entanto, de forma atípica. O futuro deixou de depender de nós e do que fizermos. O que o Novo Ano nos trará parece, este ano, ter passado a depender da concretização de uma pertensa profecia, encerrada num calendário Maia ou em qualquer outro lugar, ou da vontade de umas deidades conhecidas como a Troika, que tecem o nosso destino, à semelhança do que faziam as Moiras - Três mulheres que, segundo a mitologia grega, era responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida das pessoas e dos deuses. Parecemos ter esquecido que o nosso destino depende sempre de nós e da nossa vontade e capacidade para o mudar. Podíamos, tal como os Islandeses fizeram com sucesso, numa situação económica ainda mais dramática que a nossa, sair para a rua e lá ficar até que os políticos, que nos endividaram e enriqueceram com o nosso dinheiro, fossem julgados e pagassem com os seus bens as dívidas que criaram. Mas, sair para a rua e lá ficar com este frio não é agradável e, por isso, preferimos ficar em casa e ver na TV as notícias, que dizem que, após terem condenado e confiscado os bens dos políticos irresponsáveis, os Islandeses estão a sair da crise e as previsões apontam para que a sua economia cresça a um ritmo três vezes superior à da média europeia.  Podíamos  acreditar nas nossas capacidades e conhecimentos e seguir o exemplo daqueles que, do nada, criam empresas que em poucos anos passam a faturar milhões, mas não acreditamos em nós. Não temos confiança nas nossas capacidades, nem queremos corr... 
[02-01-2012] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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História da marmelada em Portugal, por António Pinho

Os navegadores portugueses levavam sempre caixas de marmelada nas suas provisões de viagem.Em 1497 Vasco da Gama na primeira viagem às Índias embarca nas naus a maior quantidade possível de marmelada para alimentação da tripulação que também serviu para presentear com marmelada os povos que encontrou pelo caminho, os africanos da costa oriental de África, de Moçambique a Calecute.Vasco da Gama perdeu grande parte da sua tripulação por causa do escorbuto, cerca de dois terços, na viagem de descoberta porque ignorava que a marmelada que transportava os podia salvar. A doença é melhor conhecida nas viagens marítimas do século XVI.Pedro Álvares Cabral também transportou o doce na expedição de descoberta do Brasil.A 26 de Abril de 1500, após a celebração da primeira missa, foi servida marmelada como sobremesa ao jantar a bordo da nau capitania.A irmã de Afonso de Albuquerque envia-lhe em 1512 marmelada e mel “rosado” para a Índia.No livro D. João de Castro, (Livraria Civilização, Porto, 1945), sobre o vice-rei da Índia, a inglesa Elaine Sanceau fala da paixão do biografado por marmelada.Em 1545, a sua mulher, Leonor Coutinho, que ficara em Lisboa, enviou-lhe por mar para Goa uma enorme caixa de marmelada, à guarda do mestre da nau, que jurou "por Deus" entregar o volume intacto ao destinatário. Era a única fraqueza de João de Castro, homem frugal, guerreiro, versado em ciências e administrador honrado.O escorbuto era conhecido na época das navegações portuguesas (séculos XV e XVI) como "mal de Angola" pois era nas proximidades deste país que os sintomas da doença começavam a afectar as tripulações dos navios portugueses... 
[26-12-2011] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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A nossa separação de Patrícia Reis e Fernando Marques da Costa

MALTA: tenham um bom Natal.A prenda que vos deixo é um romance em www.anossaseparacao.comÉ uma brincadeira? É um exercício criativo? É literatura? Ou é um avião? Não faço ideia. Escrevi a meias com um amigo que não é escritor, trocámos emails e nunca falámos sobre isto. Está neste site disponível gratuitamente. Para quem gosta de ler. Parece um folhetim. Nós tivemos momentos de grande diversão com esta história. Divirtam-se também. E podem oferecer a quem quiserem, é gratuito, basta fazer o download.A Nossa Separaçãowww.anossaseparacao.com
[24-12-2011] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

O futuro(?) (talvez uma crónica)

É lugar comum, sempre que nos referimos às crianças utilizarmos a frase feita; “o futuro são as crianças”, realmente é uma frase bonita, carregada de significado, mas na prática infelizmente não as respeitamos com deveríamos. Ouvi num canal televisivo, algumas crianças afirmarem com bastante convicção, que as pessoas boas quando morrem vão para o céu e as más ficam na terra. Eu, que desde criança sempre ouvi dizer, que os bons iam para o céu e os maus iam para o inferno, confesso que fiquei confuso, intrigado, fiquei danado, senti-me traído, enganado, pois foi preciso esperar até esta considerável idade, para que viessem estas simpáticas e generosas crianças dizer-me uma coisa destas. Em perfeito estado de choque fiquei a matutar no assunto, raios, eu habituado a estender os ossos na enxerga com a convicção de que este era um problema totalmente resolvido, glorificando assim o meu génio sabedor, eis que surgem estas crianças inesperadamente para me complicar a vida. Atirei o corpo fora dos lençóis, decidido a não virar os olhos enjoados à realidade das coisas, e desabafei heroicamente: tens de trepar a ladeira das dúvidas e esclarecer isto de uma vez por todas. Decidido a levar a tarefa a cabo, aconcheguei-me na cadeira assim como a querer aquecer o pensamento e arregacei as mangas, foi por essa altura que por lógica associação de ideias (pelo menos para mim), me lembrei que em muitos momentos da minha vida a terra parecia minguar à minha volta. Afinal, a inteligência instintiva que arde em todas a mentes e pelos vistos na minha também, está sempre a enviar-nos alertas, aos quais nem sempre damos a importância que devíamos, ora bastava eu acender os ol... 
[23-12-2011] | António Paiva | 0 comentários

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O Natal, em Lamego, é diferente. Por Rui Taborda.

É certo que não se tem o corrupio frenético que invade as ruas onde se concentra o comércio nas grandes cidades. As lojas não apresentam as montras elaboradas cheias de autómatos, onde se pode admirar os movimentos do Pai Natal, das suas renas e tudo o mais que vier à cabeça dos especialistas na sua decoração. Nota: colocar uma vírgula a seguir a “elaboradas,” e escrever “podem” em vez de “pode”. Tão pouco esbarramos a todo o momento em vendedores que tentam ganhar a vida impingindo carapuços vermelhos debruados a branco. Em contrapartida, nas ruas, sente-se o cheiro das lareiras e há uma saudação para todos aqueles com quem nos cruzamos. -Bom dia, como está? Bom Natal! A saudação é igual à usada no resto do ano e faz-se com o habitual desinteresse, sem responder à pergunta ou aguardar a resposta, mas os votos de Bom Natal são acompanhados por um sorriso e merecem resposta. - Obrigado, igualmente. Pode parecer irrelevante mas, para quem passa o dia só, sem que ninguém lhe dirija a palavra, este pequeno diálogo é como um raio de luz.  As famílias reúnem-se e há a preocupação de não deixar ninguém ficar sozinho. Digo isto com conhecimento de causa, pois já fui alvo dessa bondade e, graças a ela, passei um dos melhores natais da minha vida. Podem pensar que é assim em todo o lado, mas não é! Oiçam as notícias e vejam quantos idosos morrem, por ano, sós em suas casas e só dias e meses depois são encontrados. Pensem na quantidade de pessoas que vive longe da sua família, que viaja regularmente e que, por questões profissionais, não se pode reunir com os seus entes queridos. Gente que está longe de casa e trabalha para garantir a segurança das nossas ruas, o fornecimento de água e eletricidade, que zela pelo bom funcionamento da rede de esgotos, que, nos hospitais, ajuda quem necessita. Também há gente a executar estas tarefas em Lamego, mas a sua percentagem não é comparável à existente nas grandes cidades. E, em Lamego, as famílias a... 
[21-12-2011] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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O fantasma de Paris - Miguel Sousa Tavares

“(…) José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com um défice de 6,2%, após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não havia crise alguma nem problema algum na economia e nos mercados. Para mascarar um défice inexplicável, os ministros da Finanças desses governos, Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, foram pioneiros na descoberta de truques de engenharia orçamental para encobrir a verdadeira dimensão das coisas: despesas para o ano seguinte e receitas antecipadas, e nacionalização de fundos de pensões particulares, como agora.Em 2008, quando terminou o seu primeiro mandato e se reapresentou a eleições, o governo de José Sócrates tinha baixado o défice para 2,8%, sendo o primeiro em muitos anos a cumprir as regras da moeda única. O consenso em roda da política orçamental prosseguida e do desempenho do ministro Teixeira dos Santos era tal que as únicas propostas e discordâncias, de direita e de esquerda, consistiam sistematicamente em propor mais despesa pública. E quando se chegou às eleições, o défice nem foi tema de campanha, substituído pelo da “ameaça às liberdades” (…)Logo depois, rebentou a crise do subprime nos Estados Unidos e Sócrates e todos os primeiro-ministros da Europa receberam de Bruxelas ordens exactamente opostas às que dá agora a srª Merkel: era preciso e urgente acorrer à banca, retomar em força o investimento público e pôr fim à contenção de despesa, sob pena de se arrastar toda a União para uma recessão pior do que a de 1929. E assim ele fez, como fizeram todos os outros, até que, menos dum ano decorrido, os mercados e as agências se lembraram de question... 
[21-12-2011] | Vítor Coelho da Silva | 0 comentários

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Hóstia 37-2012

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[02-02-2012] | Arcebispo de Cantuária

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Gonçalo M. Tavares - Matteo Perdeu o Emprego

«Matteo responde a um anúncio de emprego. Toca à campainha e uma mulher recebe-o. Mas a mulher apresenta uma particularidade estranha. É a primeira proposta de trabalho de Matteo em muitos meses: aceita-a. Mas Matteo não suporta aquele ofício durante muito tempo. Responde a um novo anúncio. Toca à campainha e um homem abre a porta e recebe-o. De novo, a mesma particularidade estranha.
Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas – até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego.»

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