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Crónicas
(Re) Encontros[26-08-2009] | Célia Bernardo
O ponto de partida podia ser qualquer um.
Eu escolhi Belém.
Afinal de contas a ideia era ser turista dentro da minha própria cidade e Belém parecia-me combinar muito bem com a intenção.
E a verdade é que também não me apetecia resistir a um dos melhores pastéis do mundo que há mais de um século fazem as delicias dos de cá e dos que chegam de fora.
Neste final de férias decidi cumprir uma promessa antiga: olhar para a minha cidade com os mesmos olhos com que já olhei para tantas cidades do mundo. E Lisboa não fica a dever nada a nenhuma delas. Decido então comprar o bilhete que me permite andar 2 dias nos autocarros turísticos da cidade e que tem 2 circuitos diferentes. Nestas 48 horas, percebo (como nunca antes tinha percebido) como o Tejo parece reflectir a luminosidade que inunda esta cidade como nenhuma outra. Algumas fachadas parecem ter sido esculpidas e transformam pedaços deste lugar em verdadeiras exposições de arte. Mas esta foi também uma viagem de reencontros com alguns monumentos e museus onde nunca mais voltei desde a escola primária. Lisboa vista assim; com a contemplação, tempo e admiração que merece parece outro lugar. E a certeza está ali diante dos meus olhos: no mesmo lugar onde passo todos os dias: o alto do Parque Eduardo VII. A cidade está toda ali; aos meus pés e com o Tejo em fundo. O silêncio que é preciso para admirar tamanha beleza é no entanto, interrompido por algumas manifestações de admiração. Fico orgulhosa ao perceber como aquela imagem de beleza absoluta deixa rendidos as dezenas de turistas que descobriram a cidade de Lisboa pela primeira vez. Tal como eu. nota: os textos são da inteira responsabilidade do cronista
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